terça-feira, 19 de novembro de 2013
Lave essa boca podre, feladaputa!
Lave a boca, FHC
Uma frase para entrar na história: “Hoje vejo que a Justiça começa a se fazer. Aqueles que foram alcançados por ela tentaram transformar a Justiça num instrumento de sua própria história de uma revolução que não fizeram e, em nome de ideais que não cumpriram, querem descumprir a Constituição.”
Mas não pelo que tem de verdade, mas de mentira, de falsidade.
O seu autor foi presenteado, recentemente, com o cognome de "Príncipe da Privataria", epíteto que lembra a tantos quantos sem memória da história recente do país, o seu papel como responsável pela entrega do patrimônio brasileiro ao capital internacional.
De sua biografia também se destaca a compra dos votos necessários no Congresso para que se efetivasse uma mudança na Constituição, de modo a permitir que disputasse a reeleição presidencial.
Outro ponto relevante em sua história de vida foi subscrever a maluquice de um plano econômico que decretava a paridade entre o dólar e o real, medida cujos efeitos se fizeram sentir em pouco tempo: a quebra de milhares de empresas, o endividamento de outras tantas, a ruína de milhões.
Nosso personagem parece ser obcecado por essa palavra: quebra.
Nos oitos anos em que presidiu o Brasil, conseguiu a proeza de quebrar a sua economia três vezes.
Outra palavra que o fascina é dependência.
É coautor de livros sobre o tema, no tempo em que se considerava um intelectual.
Gosta tanto do assunto que resolveu, quando mandatário da nação, subordiná-la aos interesses do Grande Irmão do Norte.
Ficar seu dependente, se é que me entendem.
Hoje, octogenário, tenta ser um Cardeal Richelieu em seu partido, o ninho tucano.
Procura agir nas sombras, dissimulado como sempre, para tentar impor suas preferências.
Diz que está afastado da vida pública, mas não rejeita quem lhe ofereça os rapapés de uma cultura envernizada e mumificada.
Recentemente, foi designado "imortal" das letras pátrias por uma corte que ultimamente se preza em atrair mediocridades.
É inteligente, ao seu modo.
Ou esperto, se preferir.
Sabe que apenas entre os medíocres consegue algum destaque.
Ou entre aqueles que veem nele um instrumento adequado aos seus propósitos, como essa imprensa nacional, uma reunião de meia dúzia de famílias que desejam perpetuar o regime da Casa Grande e Senzala.
Por isso ela lhe é tão acessível, tão condescendente, tão simpática.
Por isso ela lhe abre espaços generosos para que ele os inunde com suas platitudes, suas insignificâncias ornadas de bijuterias de brilho efêmero.
Como se refugia no campo de uma cultura pretensamente erudita, pouco sabe do conhecimento popular, fonte inesgotável de sabedoria e bom senso.
Deve mesmo desconhecer uma frase comum, que o homem do povo usa para colocar os pretensiosos em seus devidos lugares:
- Lave a boca antes de falar mal de fulano...
Um bom conselho, sem dúvida.
Que deveria ser seguido por muitos neste Brasil.
http://cronicasdomotta.blogspot.com.br/2013/11/lave-boca-fhc.html
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
Vergonha do Supremo Tribunal Federal
No futuro os historiadores reconhecerão 17 de dezembro de 2012 como o dia da vergonha do Supremo Tribunal Federal http://www.advivo.com.br/node/1191060
segunda-feira, 30 de julho de 2012
CNJ entrega aviões que pertenciam a traficantes...
...para uso de tribunais estaduais de Justiça
30/07/2012 - 16h39
Roberta Lopes
Repórter da Agência Brasil
Repórter da Agência Brasil
Brasília - O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) entregou hoje (30) 16 aviões para auxiliar o trabalho de juízes em 11 estados. Segundo o juiz corregedor auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça do CNJ, Marlos Melek, a maior parte das aeronaves pertencia a traficantes.
Os estados que vão receber os aviões são: Acre, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Piauí, Bahia, Rondônia e Tocantins. Eles foram escolhidos para receber as aeronaves por causa das dificuldades de deslocamento enfrentadas pelos juízes. Todas elas estavam em péssimas condições de uso e passaram por uma revisão completa para voltar ao uso.
“Nós convidamos os juízes das causas para que entregassem os aviões ao CNJ e usamos uma visão sistêmica nacional para podermos entregar esses aviões aos tribunais. Eles vão operar as aeronaves com a Polícia Militar para combater o crime organizado”, disse. Ele informou ainda que os aviões serão usados de forma compartilhada entre os tribunais.
As aeronaves serão usadas no transporte de juízes para fiscalizar as varas nos estados. Hoje, a fiscalização é feita de carro, o que pode exigir uma viagem de até quatro dias para se chegar a uma cidade no interior de um estado. Com os aviões, o juiz pode ir e voltar no mesmo dia.
Melek disse ainda que uma das aeronaves será usada pelo Corpo Militar de Bombeiros de Mato Grosso do Sul e será equipada com uma unidade de terapia intensiva (UTI). “Esse avião começa a voar no dia 21 de agosto e vai transportar pacientes em estado de UTI. É um convênio entre o Ministério da Saúde, o Sistema Único de Saúde (SUS) e o Corpo Militar de Bombeiros de Mato Grosso do Sul”.
De acordo com a corregedora nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon, “nós estamos fazendo com que esses aviões que serviam ao tráfico, sirvam à Justiça”. Ela informou que o CNJ está trabalhando com diversos órgãos em âmbito federal e estadual. “Acho que os órgãos públicos precisam estar unidos, ter objetivos comuns. Dessa forma ficamos mais fortes para combater o crime organizado”.
A ministra comparou o julgamento do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal (STF), previsto para começar na próxima quinta-feira (2), ao do ex-presidente Fernando Collor. “Acho que este [do mensalão] é do mesmo nível”, afirmou.
Mensalão foi o nome dado no curso dos trabalhos da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Correios a suposto esquema de compra de votos de parlamentares pelo Executivo, no primeiro governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O STF julgará 38 réus que constam dos autos do processo, entre eles José Dirceu, então ministro da Casa Civil.
Edição: Davi Oliveira
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
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